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MONETIZEBRAND EQUITY E VALUATION


Laudos Técnicos Judiciais e Administrativos

 

Quais ativos podem ser avaliados

No contexto de um trabalho formal de avaliação, os ativos podem ser segmentados entre bens tangíveis e intangíveis. Seja como for, esses bens necessitam estar legalmente estabelecidos como propriedades de uma ou mais empresas ou pessoas, além, é claro, de produzirem resultados econômicos e financeiros representativos.

 

Os ativos tangíveis são bens materiais, como máquinas, equipamentos, veículos, móveis, imóveis, obras de arte, joias, etc., enquanto os bens intangíveis são propriedades imateriais conforme os exemplos já citados.

 

É importante reiterar que além de terem a sua propriedade legal estabelecida, os ativos devem ser capazes de gerar receitas presentes ou futuras aos seus proprietários, sejam elas provenientes de vendas, cessão ou transmissão.  Do contrário, os avaliadores não terão as condições ideais de trabalho para estabelecer valores para esses ativos.

 

A documentação legal das receitas, despesas e lucros (ou não) desses negócios deve estar disponível para que o avaliador faça o seu trabalho preliminar de análise, sempre com base nas melhores práticas disponíveis por época de cada avaliação.

 

Avaliação de divórcio com base em ativos

Um avaliador pode calcular a avaliação do negócio somando o valor de todos os ativos adquiridos durante a vida útil do negócio e a sua depreciação, incluindo ativos intangíveis.  Geralmente, os ativos criados antes do casamento são mantidos pelo proprietário da empresa, enquanto os ativos adquiridos após o casamento estão sujeitos a uma divisão de 50% – 50%.

 

Mas esse pode ser um critério por demais subjetivo conforme a evolução do negócio após o casamento, por exemplo.  A empresa pode ter experimentado grande crescimento ou ter incorporado novos ativos, casos em que pode ser necessário entender se uma das partes pode ter contribuído pouco mais ou pouco menos para isso, positiva ou negativamente, inclusive.

 

Em certa medida a abordagem baseada em ativos funciona relativamente bem em um caso de divórcio, porque é baseada apenas em ativos de negócios, e não em suas forças externas, como o timing do mercado por época da separação.

 

É preciso cuidado especial com essa reflexão, pois se hipoteticamente o casal estiver se divorciando em uma recessão, a avaliação com base no mercado será menor, enquanto os ativos da empresa terão também menor valor, independentemente dos fatores econômicos.

 

Isso, contudo, pode se complicar bastante se a empresa for muito dependente de ativos intangíveis, como listas de clientes, número de seguidores em um blog, rede social, canal digital, contratos de promoção de produtos e assim por diante.

 

Avaliação de divórcio com base no mercado

Uma abordagem baseada no mercado se parece muito com a avaliação das empresas de capital fechado.  A diferença é que como a empresa possui ações negociadas em bolsas de valores, ou detidas por fundos de investimento, o avaliador terá condições mais claras para avaliar quanto o negócio valeria no mercado por época da avaliação (do divórcio).  Nesse caso, o fator tempo é crítico.

 

Após avaliar o valor da empresa no mercado aberto, o avaliador analisará os passivos comerciais e os valores dos ativos, incluindo ativos intangíveis que diferenciam essa empresa de outras empresas atuantes no mesmo mercado.

 

Por exemplo, uma máquina industrial especial e patenteada, ou uma rede de contratos de clientes existentes são fatores que podem agregar valor aos negócios submetidos a uma avaliação em relação a outras empresas cujas ações possam ter sido vendidas recentemente.  Ajustando o valor de mercado para esses fatores, o avaliador pode fornecer uma avaliação mais sensata para o negócio.

 

Por outro lado, existem as questões estratégicas normalmente não refletidas no valor das ações em um dado momento histórico.  Por exemplo, se uma das partes for titular de uma grande reputação em seu mercado de negócios, a sua eventual diminuição (ou perda total) de participação acionária poderá resultar na desvalorização do papel.

 

Isso, naturalmente, ocasionará na depreciação da empresa, em um momento emocional possivelmente delicado, que poderá, inclusive, se tornar público, vindo a afetar a imagem do negócio com impactos no valor da ação, ou mesmo no momento de uma negociação de fusão, aquisição ou de investimento.

 

Ao entender um pouco sobre como o avaliador experiente pensa e lida com essas e outras questões, as partes de um divórcio podem se sentir mais seguras se pesquisarem e escolherem profissionais que tenham uma visão humana das relações humanas e de negócios, combinada a uma tradição profissional de mercado.

 

Apenas assim as partes se sentirão mais seguras para receberem a parte justa do valor dos ativos do casal, sentimento que pode também cooperar para minorar os níveis de estresse ao longo do processo de divórcio.  Embora isoladamente isso não coopere para que o momento seja mais agradável, pode, entretanto, amenizar as tensões naturais do processo para que cada parte retome a sua vida.



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